quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Caçadora

Maldito ser indelicado
Fruto do pecado
Incontrolável desejo
Ardente como um beijo

Sina de caçadora
Silhueta de ninfeta
Olhar singelo

Sem sentimentos
Apenas remorso
Olhar cruel

Momento de desespero
Suspiro forte
Fugindo da morte
Já não podes mais sonhar

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Manhã seguinte

Em cada sorriso na brisa do mar, enquanto o sol se põe
Cada lágrima caída sobre a areia no extenso litoral
No arco-íris que o sol nos mostra ao cruzar a água
No olhar da menina que nos mostra inocência
Nas ondas que lavam nosso corpo e purificam a alma

Somos todos sonhadores, no fogo da existência
Na chama que ainda queima, que se chama vida

Andando de mãos dadas pela areia do litoral
Toda raiva e rancor se vão apenas com um olhar
Enquanto os pássaros voam sobre a água clara

E eu ainda pude ver quando ela chegou até onde eu estava

O ontem pareceu não existir, e o amanhã parece estar muito longe daqui
Então jogo uma concha no mar e peço por ajuda
Em minhas mãos cansadas pego a areia do litoral
Deitado na areia olhando o sol que esta cada vez mais longe
A noite se apresenta com esplendor, linda como o dia

Então, peço para ela que me acolha em seu leito
E durmo como uma criança cheia de esperanças
Esperando que o sol torne a voltar na manhã seguinte

Vazio

Olho para o espelho na minha frente
Escuto uma canção
Anoitecendo de novo, e...

Olho para cima e vejo o escuro da noite
A canção se acaba
A lua sai das nuvens, e...

O silêncio é tão assustador, que tento falar com meu próprio eco
A sombra que "reflete" da fogueira me faz companhia na noite
Quando o fogo se acaba, o frio se aproxima, e lentamente faz meu corpo tremer
Enquanto luto para espantar o frio, percebo que vou ficando mais só

Vou adormecendo, e aos poucos sentindo a escuridão
Amanhecendo... e sinto as pessoas que quase passam por cima de mim
E no escuro da manhã, minha sombra me faz companhia
E então brinco para passar a fome

E novamente olho no espelho, esperando ver outro homem, mas vejo o mesmo, que toda noite sorri pra mim

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Máscaras

Mostra-te por de trás desta máscara
Mostra-nos quem realmente tu és
Da névoa de mentiras onde tu te escondes
Na Luxúria de teus dias pecaminosos

Vós sois o fruto podre da árvore boa
Que cresce contaminando as demais
Diante da luz vós sois a escuridão
Diante do branco, vós sois o preto

Usas de meios covardes
Tortuosos são os teus caminhos
Da manhã quente sois a noite fria

A Máscara que ostenta em teu rosto
Para nós é translúcida como a água
Mostra-te maldade humana

Olhe e Pense

Abra os braços, e olhe para o céu
Veja à imagem que ele reflete
E isto te faz pensar
E isto te faz forte

Abra seu coração, e olhe para a frente
Veja o que há em seu caminho
E isto te faz sonhar
E isto lhe faz querer

Sinta um mundo a sua volta
Veja, abrace, deseje, conquiste
E isto lhe faz ver a vida
Te faz sentir esperança

Seja um no meio do nada ou no meio do tudo
Faça a diferença entre ele
E isto te faz correr
E isto te faz sofrer

...não feche os olhos, pois não adiantará

domingo, 22 de novembro de 2009

Caminhos sem espinhos

Ela que me faz sentir vivo
Que o mundo para quando ela passa
A vida é simples, mas ela facilita mais
Dentro de seu mundo "singular"

Mais que um anjo sem asas
Mais que uma menina que passa
Sinto-me fraco quando te vejo
Sinto-me vivo por admirá-la

Ares de menina, jeito de muleca
Corpo de mulher, olhar de princesa
Mesmo distante, sinto-me atraído

Não sou nada perto dela
Palavras não saem
Mas todas que penso são pra ela

Nem a vida é tão completa, sem ela passar
Um caminho de rosas sem espinhos
Lírios brancos a desabrochar
Mulher do tamanho do mundo que quero te dar

sábado, 21 de novembro de 2009

Cordas

Por que me evitas e mente pra mim?
Sendo que eu nunca quis te querer
Sendo que eu não quero lembrar
A possibilidade de te amar

Sem mais sentido, e nem ligação
Sinto-me agora numa prisão de orgulho

Não exijas o que não pode dar
Não queira o que não pode ter

O fantoche que perdeu as cordas
O mestre que não sabe mais o que fazer
E mesmo que possa sofrer
Insiste em dizer que nada precisa

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Fúria

Estação dos sonhos impossíveis
Onde enclausurei meu coração
Com muros tão altos
Que sufocam o meu eu

Impedido de sonhar
Já não posso conhecer o amor

Em dias de fúria
O pensamento sempre muda
Mas o espírito me protege,
dos ares sedutores

Menina
Muleca
Mulher
Onde estiver
Nunca tente passar através
Pois o espírito com seus "gritos"
Não deixará voce passar

Plenitude

Quase morri!
E juro que não senti
Mas foi tudo o que vivi

Enganado
Orgulho abalado
Humilhado

Mesmo após o dia da morte
Senti um pouco de sorte
Por, talvez, ser um mascote

Desejo da alma
Que anseia por paixão
Um rio de ilusão
Na cascata da fonte da juventude
Que em sua plenitude
Nos transforma em jovens "rudes"

Incompreensível

Minha razão uma prisão
Vejo de olhos fechados
Pessoas mascaradas, tão transparentes
Para um simples vivente

Razão crente
Olhos distantes, e doente
Sorriso discreto e descontente

Novos ares que a distância não proíbe
Longe até para amar
Razão incoerente

Trabalho prazeroso, discreto e saudoso
vista agradável, sorriso sincero
Desejo proibido sem libido, incompreendido
Fatos incomprovados, mas mesmo assim marcados

Destino... Cruel... Contínuo... cansativo...
Solidão Eterna...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Amuleto

Espírito elevado
Sentido alterado
Percepção imperceptível
Razão irracional

Tempo efêmero
Dias eternos
Meses distantes
Anos incessantes

Deveras importante
E assim obsoleto
Como um amuleto de vaidade
Exposto na nossa curiosidade

A queda do muro das verdades
Distante da carruagem das maldades
Com o tempo acima de qualquer autoridade

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Poeta

A vida como a rosa
Num instante uma prosa
E o ar, como o mar

Instantes importantes
Em rios irrelevantes
De lágrimas cadentes,
Como estrelas

O vazio eterno
E mesmo que moderno
Com detalhes em azul

Como o coração e a alma de um poeta
Que nunca se completa
Esperando o tempo apagar o vazio
Com o sopro de um vento

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Vento

Longe das luzes,
Que cegam minha virtude
Perto do cheiro,
Que me remete à infância

Sorridente e ao mesmo tempo doente
Fraco quando te vejo
Coragem, mas ao mesmo tempo covarde

Abrindo as asas,
E esperando o vento soprar
Para o rumo da liberdade
No caminho da insanidade

Uma sensação de perda
Outra de conquista,
e mesmo que insista;
não consigo mais te amar

Labirinto

Vou à direita, mas o caminho era a esquerda
Vou à esquerda, mas o caminho era a direita
Tento o caminho da razão que é provável
Mas acabo no caminho da emoção que é duvidoso

Sem ao menos ter certeza do que é verdade
Tendo a certeza do que é mentira

Perco a fé em mim mesmo, por causa de você
Perco as esperanças por não saber onde ir
Perco a insanidade que outrora era Eu

No labirinto de emoções
Guiados pelas razões
Escolhi ficar parado
Tentando encontrar você

terça-feira, 3 de novembro de 2009

"Algo"

Eu sou aquele que vai estar por perto quando você chorar,
E estender a mão quando você precisar
Eu sou aquele que dará o ombro para você desabafar,
E ouvirá o que você diz apenas por querer te escutar

Estarei por perto quando você perder algo,
Pois não suportarei ver você triste
Mas não estarei quando você ganhar,
Pois haverá outra pessoa que você prefere ver

Serei “algo” que você precisa
Serei “algo” que você quer
Mas nunca conseguirei te alcançar

Mesmo estando com você, continuo sozinho
Mesmo estando ao seu lado, estarei distante
E nunca estarei perto de seu coração, como eu queria estar

Sonho Solidão

Coisas que deixamos para trás
Coisas que não aprenderemos mais
Ou o tempo passa como uma imagem distorcida.

Sensato e irreal
Pesaroso e cruel
As formas vistas pelo mar da criação

Dez formas de fazer
Vinte formas de melhorar
E mais de mil para se criticar
Enquanto é mais fácil do que se sonhar

Desejos diante das mãos
Ao vento, voando como alecrim
Um sorriso num dia alegre para o sol
A lágrima à noite pelo fim do sonho solidão.

Jardim das Cores

Ela “anda” por ai, sem se importar
Ao léu voa, como um carrossel de asas,
Com muitas cores e alegre.

Frágil, mas livre pra voar
E, assim mesmo, eu quero te amar
Sem razão aparente, mas que não sai da minha mente.

Ao que quero te tocar e beijar,
Sem ao menos perto de você estar,
No jardim das cores, onde a mariposa voa livre pra me amar.

Despertar

É difícil acreditar em você
Quando todos os sentimentos se foram
Ainda mais quando parecem nunca ter existido

A grande queda;
O despertar de todo mal;
Entre o sonho de sangue,
E o espelho do passado

E, é só o começo de toda dor
Que insiste em voltar

Livre de todas as algemas do passado
Livre de mim mesmo
Livre de qualquer ressentimento
A gota que caí

Coração Vazio

Culpe-me por querer estar com você,
Culpe-me por querer te ver,
Culpe-me por não culpar você.

Diga-me porque não quer que eu esteja com você,
Diga-me porque não posso te querer,
Diga-me porque não posso te dizer.

Culpe o coração vazio,
Que insiste em te dizer.
Culpe este homem confuso,
Que não quer te perder.

Diga que sente o mesmo,
Mesmo sem dizer!
Diga que me ama,
Mesmo me culpando por te querer!

Foges de Mim

Sinto seu cheiro, mesmo estando longe de você.
Sinto seu beijo, mesmo estando longe de você.
Sinto seu toque, mesmo estando longe de você.
Sinto você, mesmo sem você saber.

Odeio quando sorri, e não olha nos meus olhos.
Odeio quando olha nos meus olhos e não sorri.
Odeio mais ainda, por não ter você só pra mim.

Sinto que te perco, sem ao menos te ter.
Sinto que te tenho, e nunca vou te perder.

Odeio quando foges de mim.

Flor Negra

A flor negra que nasce em nossos corações.
Que não podemos podar, pois nutriria o ódio de que ela se alimenta.
Devemos ensinar o amor, para que possa trocar a sua cor.
E fique com o vermelho, mas não do sangue derramado.
O sangue da vida nova que surge, da outrora que um dia eu, talvez, mude.
Ou de um dia tentei mudar e que eu nunca pude.