quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Covil

O criador negou-me o “amar”
O desejo não me conforta
E o desprezo me assola, e me bate a porta

Figuras já não me satisfazem
O interior é tão superficial,
que já não me preocupo em descobrir o que diz

Semblantes que parecem inocentes,
ou talvez eu seja o mais tolo dos dementes
Aceitar que podem mudar,
Eu me recuso em acreditar

Foi me dado o “dever” de viver
Enquanto eu ainda procuro o caminho que me importa
O caminho das rosas negras no covil da sorte
E me negas até mesmo a minha própria morte

domingo, 22 de agosto de 2010

Oceano de Certezas

Queria tanto me livrar de alguns sentimentos,
Pois com eles a dor aumenta
Gostaria de poder acalmar meu coração,
E estar sempre ao seu lado

As vezes me sinto cheio de coisas boas a dar
Mas sem alguém para pode focalizar
Incompleto e cheio de dúvidas
O desejo as vezes se mostra no próprio beijo

Perdido dentro de um oceano de certezas
E eu me pergunto: “onde está minha fraqueza?”
“Quem será minha fortaleza?”

Trágica vida de amarguras
Com rasgos profundos nas nossas almas
O Destino contrariado pelo livre arbítrio da maldade

sábado, 21 de agosto de 2010

Doce Veneno

Pequena é a dor
Incontável é o valor
Superficial as vezes é o pudor

Tão fácil definir
Impossível resistir
Mais fácil seria não cair

A leveza da beleza superficial
Que se esconde na tristeza
Frágil sentimento de dor
Ignorado pela ausência gravada na memória

Doce veneno que lentamente acaba com tudo
Lutando para respirar
E a falta de ar
Que se chama amor

sábado, 14 de agosto de 2010

Julgamento

Aguardando o “último lamento”
Antes da "agradável" partida
Ele me chama para o “seu caminho”
E me acolhe em sua "bondade"

Aguardando a morte
O destino ao qual não acredito se torna obsoleto
E jogo minha própria sorte

Livre arbítrio de almas insanas
Profundos castigos, e recriminado pela paixão

Enquanto aguardo o seu golpe da foice, em direção do seu julgamento
E mesmo com pena, e esvaindo uma lágrima
O Deus da Morte cumpre sua terrível tarefa

Olhando profundamente em seus olhos
Enquanto ele desfere o golpe
Vejo meu rosto estampado por debaixo da sua máscara
Sua lágrima cai, enquanto encarno como um novo Deus,
Com meu destino em minhas mãos.

sábado, 7 de agosto de 2010

Bondade

Estou sangrando...
Estou sangrando por dentro...
Estou sangrando por dentro, pelo que aconteceu...
Estou sangrando por dentro, pelo que aconteceu com a bondade.

Eu sou o pecado...
Eu sou o pecado da humanindade...
Eu sou o pecado da humanindade que julga...
Eu sou o pecado da humanindade que julga seus iguais.

Eu defendi sozinho...
Eu defendi sozinho os meus irmãos...
Eu defendi sozinho os meus irmãos, contra quem vos atacou.

Eu ando só...
Eu ando só, porque não acredito mais...
Eu ando só, porque não acredito mais na bondade dos homens.