Costumamos, no começo de nossa vida como compositores, incluir muitas notas desnecessárias em nossa obra. E não fazemos isso como forma de soberba, e, sim, como forma de tentar colocar o conhecimento que obtemos a cada período do nosso aprendizado.
A medida que amadurecemos, na música, aprendemos a dar importância ao silêncio. Ele é uma pausa, um respiro, um afrouxar na tensão da canção.
A nossa vida nada mais é do que uma obra musical, com vários arranjos, progressões, modalidades tonais, rítmos, etc. E como toda música composta, a pausa/silêncio são importantes. Não importa se é uma pausa curta, ou uma longa. O que importa é que toda e qualquer canção tem várias pausas em sua melodia, e algumas poucas na harmonia.
A vida é a harmonia. Constante, intensa, nos da base, e poucas vezes da uma pausa, ou silencia-se. Mas as vezes ocorre.
E nós somos a melodia. Que deve se moldar a vida, algumas vezes fraco, algumas vezes fortes, algumas vezes medianos, e outras vezes até silenciados.
Mas, mesmo em silêncio presenciamos o espetáculo da vida, e algumas vezes convergindo com outras importantes melodias.
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