quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

La Muerte

Ela chega sorrateira, e ele nem se dá conta. De repente tudo parece igual. Mal sabia ele que já estava nele. Começou pela sua família. Aos poucos seus amigos. Quando ele não percebeu começava por sua imagem, por seu interior, por seu caráter, e finalmente sobre sua personalidade. Já não era mais o mesmo. Tudo a sua volta estava morto. Sem vida. Não tinha mais sentido nada. Tudo o que lhe satisfazia era o “vazio” por trás de mascaras ocultas. As pessoas estavam “sem gosto”, “sem sal”.
Ao perceber que ela estava com ele, rapidamente, tentou afastá-la. Foi uma guerra “epopeica”, ao qual anos se passaram. Sem se dar conta, e pensando que venceu, ele se viu derrotado. As lágrimas caíram de seu coração amargurado pela perda do seu Eu. Ao sentir que nada mais fazia importância, ao invés de lutar e tentar um último suspiro, ele se entregou para ela. “La Muerte” acabou com ele lentamente, e esse foi o jogo dela. Ela queria brincar com ele, mas ele não sabia quem era ela, e ao perceber quem era, derramou uma última lágrima de seus olhos, e se entregou de vez. “La Muerte”, era a sua própria vida!

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